Clínica VHG - Medicina Vascular
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Varizes Pélvicas: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento em Fortaleza

Dr. Victor Hugo | CRM 1505105 de setembro de 2026

O que são varizes pélvicas

Varizes pélvicas são veias dilatadas e com refluxo na pelve, ao redor do útero e dos ovários. O mecanismo é o mesmo das varizes das pernas: as válvulas das veias ovarianas e ilíacas internas falham, o sangue se acumula e as veias vão dilatando.

Quando essas varizes causam sintomas, o quadro é chamado de síndrome da congestão pélvica. Estima-se que ela responda por uma parcela importante dos casos de dor pélvica crônica em mulheres, e ainda assim é pouco lembrada.

Sou o Dr. Victor Hugo, cirurgião vascular em Fortaleza (CRM 15051 | RQE 9653), ex-professor da Faculdade de Medicina Christus e criador do Modelo VHG™. Muitas pacientes chegam ao consultório depois de anos de exames sem resposta. Vou explicar como reconhecer, como se diagnostica e como se trata.

Quem tem mais chance de desenvolver

  • Mulheres em idade fértil, em geral entre 20 e 50 anos
  • Quem já teve filhos: cada gestação dilata as veias pélvicas, e parte dessa dilatação pode ficar
  • Quem tem varizes nas pernas em locais atípicos ou varizes que voltam após tratamento
  • Histórico familiar de doença venosa

Compressões venosas, como a síndrome de May-Thurner (compressão da veia ilíaca esquerda) e a síndrome de Nutcracker (compressão da veia renal esquerda), também podem causar congestão pélvica e precisam ser identificadas.

Sintomas das varizes pélvicas

Sintomas principais

  • Dor pélvica crônica: dor surda, em peso, na parte baixa do abdome, por mais de 6 meses
  • Piora ao ficar em pé e ao longo do dia; melhora ao deitar
  • Dor durante ou depois da relação sexual
  • Piora no período menstrual
  • Sensação de peso na pelve, parecida com o peso nas pernas de quem tem varizes

Sintomas associados

  • Vontade frequente ou urgente de urinar
  • Distensão abdominal
  • Varizes na vulva, no períneo, na região glútea ou na face posterior e interna da coxa
  • Varizes que reaparecem nas pernas após tratamento

Varizes em locais atípicos: um sinal importante

Varizes na vulva, no períneo, no glúteo ou na parte de trás da coxa quase sempre são alimentadas por refluxo que vem da pelve. Nesses casos, tratar só a perna sem abordar a origem leva a recidiva.

Por que o diagnóstico demora

Os sintomas se confundem com endometriose, miomas, cistite e doença inflamatória pélvica. O exame ginecológico de rotina não mostra as veias, e o ultrassom pélvico feito com a paciente deitada e sem manobras pode não captar o refluxo. Além disso, muitas pacientes não relatam a dor na relação sexual por constrangimento.

Como é feito o diagnóstico

Ultrassom Doppler transvaginal ou transabdominal

É o primeiro exame. Mostra veias pélvicas dilatadas (em geral com mais de 5 a 6 mm) e refluxo, principalmente com manobra de Valsalva. A sensibilidade aumenta quando o exame é feito com a paciente inclinada ou em pé.

Doppler dos membros inferiores

Na Clínica VHG, o ultrassom Doppler faz parte da avaliação inicial. Ele identifica pontos de fuga do refluxo pélvico para as pernas, como veias na virilha, na vulva e na face posterior da coxa, e mostra a conexão entre a pelve e as varizes das pernas.

Angiotomografia ou angiorressonância

Detalham a anatomia venosa, medem o calibre das veias ovarianas e identificam compressões como May-Thurner e Nutcracker.

Flebografia

É o exame mais preciso: contraste injetado nas veias pélvicas e visualizado por raio-X. Como é invasiva, costuma ser feita no mesmo momento da embolização, quando ela já está indicada.

Tratamento das varizes pélvicas

Medidas conservadoras

Para sintomas leves ou como primeiro passo: analgesia, medicamentos venoativos para alívio de sintomas, atividade física regular e evitar longos períodos em pé. Tratamentos hormonais, como progestágenos, podem reduzir a dor em algumas pacientes e são conduzidos pelo ginecologista.

Embolização

É o tratamento minimamente invasivo de escolha para casos moderados a graves. Um cateter é levado até as veias ovarianas ou ilíacas internas por uma punção na virilha ou no pescoço, e as veias doentes são fechadas com molas e esclerosante. É feita com anestesia local e sedação, em ambiente hospitalar, por especialista em cirurgia endovascular, e a paciente costuma ter alta no mesmo dia ou no dia seguinte. A maioria das pacientes relata melhora da dor nas semanas seguintes, mas os resultados variam.

Quando há compressão venosa (May-Thurner), pode ser necessário colocar um stent na veia ilíaca.

Tratamento das varizes de perna e vulvares

Depois de tratar a origem pélvica, ou junto com ela em casos selecionados, as varizes vulvares e das pernas são tratadas com escleroterapia com espuma, escleroterapia ampliada ou endolaser, conforme o calibre.

Como funciona na Clínica VHG

Na clínica, a gente faz a avaliação completa com Doppler e VeinViewer, identifica o refluxo pélvico e os pontos de fuga, e trata as varizes vulvares e dos membros inferiores associadas. Quando a embolização está indicada, encaminho para o especialista endovascular que realiza o procedimento em hospital, e sigo acompanhando o tratamento das pernas.

Por que tratar a origem

Se existe refluxo pélvico alimentando as varizes das pernas e só as pernas são tratadas, elas voltam. É como enxugar o chão com o cano estourado. Se você já tratou varizes e elas reapareceram na face interna ou posterior da coxa, investigue a pelve.

Perguntas frequentes

Varizes pélvicas atrapalham engravidar?

Em geral não são causa direta de infertilidade. A dor pode atrapalhar a vida sexual e, indiretamente, as tentativas. Se a paciente planeja engravidar, o momento do tratamento é discutido com o ginecologista.

Varizes pélvicas aparecem no ultrassom de rotina?

Nem sempre. O ultrassom comum, com a paciente deitada e sem manobra de Valsalva, pode não mostrar o refluxo. Peça um Doppler pélvico direcionado, com manobras, feito por quem conhece a condição.

A Clínica VHG faz a embolização?

Não. A embolização é feita em hospital por especialista endovascular. Na clínica, a gente faz o diagnóstico, trata as varizes de perna e vulvares associadas e encaminha a embolização quando ela é indicada.

Homens têm varizes pélvicas?

A forma mais comum no homem é a varicocele, varizes no escroto, que pode causar dor e afetar a fertilidade e é avaliada pelo urologista.

Varizes pélvicas podem voltar após a embolização?

Podem, embora a recorrência seja pouco frequente quando o procedimento é bem indicado. O acompanhamento permite tratar recidivas cedo.

Se você convive com dor pélvica que piora em pé e melhora deitada, dor na relação ou varizes na vulva e nas coxas, a origem pode estar na pelve. Agende sua avaliação com Doppler na Clínica VHG (RioMar Trade Center, Papicu) pelo WhatsApp (85) 99104-2483 e vamos investigar a causa. Leia também sobre varizes na gravidez, que muitas vezes é onde tudo começa.

VH

Dr. Victor Hugo

Cirurgião Vascular em Fortaleza | CRM 15051 | RQE 9653

Cirurgião vascular, ex-professor da Faculdade de Medicina Christus e criador do Modelo VHG™, o modelo de cuidado que integra a Medicina Vascular ao Remodelamento dos Membros Inferiores. Especialista em tratamentos minimamente invasivos para varizes, com foco em resultados estéticos e funcionais.

Agende sua Consulta na Clínica VHG - Medicina Vascular

Tratamento de varizes em Fortaleza com técnicas minimamente invasivas.

Rio Mar Trade Center, Sala 1620 - Papicu, Fortaleza