Microvarizes: Quando Procurar um Angiologista em Fortaleza
O que são microvarizes
"Doutor, não sei se o que eu tenho é vasinho ou variz." É uma dúvida comum, porque usamos palavras diferentes para veias que parecem iguais, mas não são.
Microvarizes são veias dilatadas de 1 a 3 mm de diâmetro, visíveis sob a pele das pernas como linhas esverdeadas ou azuladas. São mais grossas que os vasinhos e menores que as varizes. Na linguagem médica, são as veias reticulares, e elas têm um papel que muita gente desconhece: frequentemente funcionam como veias nutridoras, alimentando os vasinhos vermelhos da superfície. Tratar o vasinho sem tratar a nutridora é a receita para ele voltar.
Vasinho, microvariz e variz: a diferença
Telangiectasias (vasinhos)
- Menores que 1 mm.
- Muito superficiais, na derme.
- Vermelhos, roxos ou azulados, em linhas finas ou "teias".
- Em geral, incomodam pela estética.
Veias reticulares (microvarizes)
- Entre 1 e 3 mm.
- Um pouco mais profundas, logo abaixo da pele.
- Esverdeadas ou azuladas, levemente salientes, tortuosas.
- Podem causar peso leve, ardência ou coceira local.
- Costumam ser as nutridoras dos vasinhos.
Varizes
- Maiores que 3 mm.
- No tecido subcutâneo, como cordões salientes.
- Causam peso, cansaço, inchaço, cãibras e queimação.
- Podem evoluir para alterações de pele e complicações se não tratadas.
Essa divisão segue a classificação CEAP, usada no mundo inteiro: vasinhos e microvarizes são o estágio C1, varizes são o C2.
Por que as microvarizes aparecem
O mecanismo é o mesmo das varizes: válvulas venosas que deixam de fechar e permitem que o sangue reflua. A pressão aumenta e a veia dilata. A doença venosa crônica é genética, crônica e progressiva.
Fatores que contribuem:
- Genética: o principal. Mãe ou pai com varizes aumenta muito a chance.
- Sexo feminino e hormônios: estrogênio e progesterona afetam a parede da veia.
- Gestações: cada gravidez aumenta a pressão venosa nas pernas.
- Idade: a parede da veia perde elasticidade com o tempo.
- Ficar muito tempo em pé ou sentado: sobrecarrega o retorno venoso.
- Sedentarismo e excesso de peso: enfraquecem a bomba muscular da panturrilha e aumentam a pressão nas veias.
- Calor: o clima de Fortaleza não causa microvarizes, mas dilata as veias e piora os sintomas.
Microvarizes são perigosas?
Vou ser direto: microvarizes isoladas quase nunca representam risco à saúde. O problema é que elas podem ser a ponta visível de uma insuficiência venosa em veias maiores, como a safena. Nesse caso, tratar só a superfície é enxugar gelo.
Fique atento quando as microvarizes:
- aumentam em número rapidamente;
- vêm acompanhadas de inchaço no fim do dia;
- doem, pesam ou queimam;
- surgem junto com manchas escuras na pele;
- apareceram depois de uma trombose;
- voltaram logo após um tratamento anterior.
Quando procurar um angiologista ou cirurgião vascular
Muita gente adia a consulta achando que é "só estético". Mas há situações em que a avaliação com um especialista em veias (angiologista ou cirurgião vascular) deixa de ser opcional:
- Sintomas nas pernas: dor, peso, cansaço, inchaço, cãibras ou queimação. Veja dor nas pernas e varizes.
- Progressão: microvarizes mais numerosas ou maiores a cada ano.
- Alterações de pele: escurecimento, coceira, ressecamento ou endurecimento perto do tornozelo.
- Inchaço persistente no fim do dia.
- Sangramento de qualquer vaso da perna, que precisa de avaliação rápida.
- Recidiva rápida após tratamento.
- Você quer tratar por estética e deseja fazer isso do jeito certo, sem manchas e sem recidiva precoce.
O que deve ter uma boa avaliação
Antes de qualquer tratamento, eu faço:
- Exame clínico com a paciente em pé, para ver o trajeto das veias.
- Mapeamento com VeinViewer: infravermelho que mostra veias até 10 mm de profundidade, invisíveis a olho nu. É assim que encontramos as nutridoras.
- Ultrassom Doppler venoso: confirma ou afasta refluxo nas safenas e perfurantes.
- Classificação CEAP: define o estágio e orienta o plano.
Na Clínica VHG a avaliação inicial custa R$ 600 e já inclui o Doppler de planejamento e o VeinViewer no mesmo dia. Sem isso, o tratamento é feito no escuro.
Como tratamos microvarizes em Fortaleza
O plano é individual, mas as ferramentas são estas:
Escleroterapia ampliada
A escleroterapia ampliada é a primeira escolha para microvarizes e vasinhos até 3 mm, de acordo com as diretrizes ESVS 2022 e SBACV. Injeção do esclerosante com agulha muito fina, em consultório, com desconforto mínimo. Hiperpigmentação temporária é possível, mas pouco frequente nesse calibre.
Espuma densa
Para reticulares mais calibrosas e nutridoras que o líquido não fecha, usamos a espuma densa, guiada por VeinViewer ou ultrassom. Uma parcela dos pacientes apresenta mancha temporária, que clareia em meses.
Laser transdérmico e esclerolaser
O laser Nd:YAG 1064 nm complementa a escleroterapia nos vasinhos mais finos, no matting e em quem não pode usar esclerosante. A combinação das duas técnicas é o esclerolaser.
Endolaser, quando há refluxo de safena
Se o Doppler mostrar que a safena está insuficiente, ela precisa ser tratada primeiro, com endolaser. Do contrário, as microvarizes voltam.
No Modelo VHG™ a ordem importa: primeiro a causa (safena, se doente), depois as nutridoras e reticulares, por último os vasinhos de acabamento. Em média são 3 a 4 visitas.
Cuidados no dia a dia
Não impedem a doença, mas ajudam a controlar sintomas e a proteger o resultado:
- caminhar, nadar ou pedalar regularmente;
- manter o peso adequado;
- usar meia de compressão quando indicada;
- elevar as pernas 15 a 20 minutos no fim do dia;
- evitar longos períodos parada na mesma posição;
- proteger as pernas do sol nas semanas após o tratamento, para evitar manchas.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre vasinhos e microvarizes?
Vasinhos têm menos de 1 mm e ficam na camada mais superficial da pele. Microvarizes têm de 1 a 3 mm, ficam um pouco mais fundas e muitas vezes são as nutridoras que alimentam os vasinhos.
Microvarizes viram varizes grandes?
A microvariz em si não cresce até virar uma variz calibrosa. Mas a presença dela pode indicar uma insuficiência venosa maior que, sem tratamento, leva ao surgimento de varizes.
Dá para tratar microvarizes sem cirurgia?
Sim. Praticamente todas são tratadas com escleroterapia ampliada, espuma densa ou laser, em consultório, sem corte e sem afastamento das atividades.
Homens têm microvarizes?
Têm, embora seja menos frequente. Nos homens elas costumam vir acompanhadas de varizes maiores e de sintomas, e a avaliação com Doppler é ainda mais importante.
Microvarizes causam trombose?
Isoladas, o risco é muito baixo. Ele aumenta quando há varizes calibrosas, refluxo importante e outros fatores de risco. Mais um motivo para uma avaliação completa.
Se as microvarizes nas suas pernas estão aumentando ou você já tentou tratar e elas voltaram, provavelmente existe uma nutridora ou um refluxo que ninguém procurou. Agende sua avaliação na Clínica VHG, no RioMar Trade Center (Papicu), pelo WhatsApp (85) 99104-2483 ou pela página de contato.