Clínica VHG - Medicina Vascular
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Escleroterapia com Espuma ou Cirurgia de Varizes? Como Decidir

Dr. Victor Hugo | CRM 1505105 de setembro de 2026

"Doutor, no meu caso é espuma ou cirurgia?"

Essa é uma das perguntas que mais escuto. E a dúvida é justa, porque a escolha da técnica muda tudo: o resultado, a recuperação e a chance de a variz voltar.

Sou o Dr. Victor Hugo, cirurgião vascular em Fortaleza (CRM 15051 | RQE 9653), ex-professor da Faculdade de Medicina Christus e criador do Modelo VHG™. Vou ser direto: não existe técnica melhor para todo mundo. Existe a técnica certa para cada veia. E hoje a comparação real não é mais "espuma ou cirurgia", mas espuma, endolaser ou cirurgia convencional, e em que situação cada uma faz sentido.

O que é a escleroterapia com espuma

A espuma densa é um esclerosante (em geral polidocanol) misturado com gás na hora do procedimento. Em vez de líquido, a gente injeta uma espuma que desloca o sangue de dentro da veia e entra em contato com toda a parede do vaso.

Na prática:

  1. A espuma é preparada na hora, na concentração adequada ao calibre da veia
  2. A punção é feita com agulha fina, guiada por ultrassom
  3. A espuma provoca uma reação inflamatória controlada na parede da veia
  4. A veia fecha, vira um cordão fibroso e o organismo reabsorve ao longo de semanas

Vantagens

  • Feita no consultório, sem centro cirúrgico e sem internação
  • Sem anestesia: só a picada da agulha fina
  • Você sai caminhando e volta à rotina em 24 a 48 horas
  • Sem cortes e sem cicatrizes
  • Pode ser repetida para complementar o resultado

Limitações

  • Chance maior de reabertura da veia em comparação com endolaser, principalmente em safenas calibrosas. Por isso pode exigir mais de uma sessão
  • Manchas acastanhadas (hiperpigmentação) em uma parcela dos pacientes, que costumam clarear em meses, mas em alguns casos demoram mais
  • Cordões endurecidos e sensíveis no trajeto da veia por algumas semanas
  • Efeitos passageiros raros, como alteração visual ou dor de cabeça logo após a aplicação

O que é o endolaser

O endolaser (ablação térmica endovenosa) fecha a veia por dentro com uma fibra de laser, sob anestesia local tumescente e guia de ultrassom. Não tem corte, não tem internação e a pessoa vai para casa andando.

As diretrizes da Sociedade Europeia de Cirurgia Vascular (ESVS 2022) e do NICE colocam a ablação térmica como primeira escolha para a safena magna insuficiente, à frente da espuma e da cirurgia convencional. Nas principais séries, as taxas de fechamento da safena com endolaser ficam acima de 90% em seguimento de vários anos, enquanto a espuma em safenas calibrosas apresenta taxas de reabertura maiores.

E a cirurgia convencional?

A safenectomia (stripping) retira a safena por cortes na virilha e no tornozelo, com anestesia raquidiana ou geral, em centro cirúrgico. Foi o padrão durante décadas e continua sendo uma técnica válida em situações específicas, como veias muito tortuosas ou muito superficiais em que a fibra não passa.

O ponto é a recuperação: 7 a 14 dias de afastamento, mais dor, mais hematoma e cicatrizes. Por isso, quando o endolaser é tecnicamente possível, ele costuma ser preferido.

A Clínica VHG não realiza cirurgia convencional com cortes. Nossas opções para varizes são endolaser, espuma densa e escleroterapia ampliada, escolhidas conforme o mapeamento de cada perna.

Comparação direta

AspectoEspumaEndolaserCirurgia convencional
Onde é feitoConsultórioConsultório, anestesia localCentro cirúrgico
AnestesiaNenhumaLocal tumescenteRaqui ou geral
CortesNãoNão (punção com agulha)Sim
Volta ao trabalho1 a 2 diasMesmo dia ou dia seguinte7 a 14 dias
SessõesPode precisar de mais de umaGeralmente únicaÚnica
Melhor indicaçãoTributárias e veias calibrosas selecionadasSafenas e vasos grossosCasos em que a fibra não passa

Quando a espuma é a melhor escolha

  • Varizes tributárias (ramos da safena) de médio e grande calibre
  • Complemento ao endolaser, tratando no mesmo plano as veias que o laser não alcança
  • Varizes que voltaram depois de cirurgia ou de outro tratamento
  • Veias perfurantes insuficientes em casos selecionados
  • Pacientes com contraindicação a anestesia ou com risco cirúrgico alto
  • Pessoas que não podem se afastar do trabalho

Quando o endolaser é a melhor escolha

  • Safena magna ou parva com refluxo confirmado no Doppler
  • Veias de grande calibre com trajeto retilíneo
  • Sintomas importantes: dor, peso, inchaço, cãibras
  • Doença avançada, com escurecimento ou endurecimento da pele, ou úlcera
  • Quando você quer resolver a veia principal em uma única sessão

Na Clínica VHG, para safena magna insuficiente a primeira escolha é o endolaser. A espuma entra para tributárias, veias calibrosas e casos selecionados em que o laser não é possível ou não é necessário.

O que a gente faz na prática: tratamento combinado

Dentro do Modelo VHG™, a gente quase sempre combina técnicas, porque a doença venosa raramente está em uma veia só:

  1. Endolaser para a safena insuficiente, que é o eixo da doença
  2. Espuma densa para as tributárias calibrosas
  3. Escleroterapia ampliada para finalizar microvarizes e vasinhos, muitas vezes combinada com laser transdérmico

Tratar a origem antes da superfície é o que reduz a chance de recidiva precoce e o número total de sessões.

Como a decisão é tomada

Não é o paciente que escolhe entre espuma e laser no balcão. A decisão sai do mapeamento venoso:

  • Doppler: quais veias têm refluxo, calibre, trajeto, presença de trombose antiga
  • VeinViewer: veias nutridoras que alimentam microvarizes e vasinhos
  • Condições clínicas: idade, doenças associadas, uso de anticoagulante, gestação
  • Sua rotina: quanto tempo você pode parar
  • Tratamentos anteriores

Na Clínica VHG, a avaliação inicial custa R$ 600 e inclui, no mesmo dia, o Doppler de planejamento e o VeinViewer. Você sai com o diagnóstico e o plano de cuidado definidos. Se quiser saber mais sobre o exame, leia como é o ecodoppler vascular.

Perguntas frequentes

A espuma dói?

A picada é de agulha fina e a espuma costuma arder menos do que o esclerosante líquido. O que existe é sensibilidade e um cordão endurecido no trajeto da veia nas semanas seguintes, sem impedir a rotina.

Quanto tempo dura o resultado da espuma?

A veia tratada, quando fecha, tende a não voltar. Mas a espuma tem uma taxa de reabertura maior que o endolaser em veias grandes, e a doença venosa continua existindo. Por isso o acompanhamento anual faz parte do tratamento.

Posso fazer espuma e depois precisar de endolaser?

Pode. Se a veia reabrir ou se a doença progredir, o endolaser continua possível. A espuma não inviabiliza tratamentos futuros.

Varizes podem voltar depois do tratamento?

Sim, com qualquer técnica. Nenhum médico honesto promete que nunca mais vai surgir uma variz, porque a predisposição é genética. O que a gente controla é tratar a origem, escolher a técnica certa e acompanhar.

Preciso de repouso?

Não. Depois da espuma, caminhada leve no mesmo dia. Depois do endolaser, caminhadas desde o primeiro dia e musculação de membros inferiores só após a reavaliação, em torno de 3 semanas.


Se você está em dúvida entre espuma, endolaser ou cirurgia, a resposta está no mapeamento das suas veias, não em uma regra geral. Agende sua avaliação na Clínica VHG, no RioMar Trade Center (Papicu), pelo WhatsApp (85) 99104-2483. Doppler e VeinViewer no mesmo dia, e um plano definido para o seu caso.

VH

Dr. Victor Hugo

Cirurgião Vascular em Fortaleza | CRM 15051 | RQE 9653

Cirurgião vascular, ex-professor da Faculdade de Medicina Christus e criador do Modelo VHG™, o modelo de cuidado que integra a Medicina Vascular ao Remodelamento dos Membros Inferiores. Especialista em tratamentos minimamente invasivos para varizes, com foco em resultados estéticos e funcionais.

Agende sua Consulta na Clínica VHG - Medicina Vascular

Tratamento de varizes em Fortaleza com técnicas minimamente invasivas.

Rio Mar Trade Center, Sala 1620 - Papicu, Fortaleza